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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Hoje...


Eu, que já não tenho autoestima, acordei me sentindo um nada...
Aquele “nada” do sentido literal da palavra. Acordei me sentindo uma peça de lego, só que sem lugar para me encaixar...
Em cada ambiente que eu chegava, me sentia uma intrusa, como se não pertencesse a nenhum ambiente em que entrava. Aquela peça do quebra-cabeça perdido, que ninguém quer.
Acordei sentindo a sua falta... E aquelas poucas horas que você foi presente na minha vida, não como amigo, mas como alguém. E isso foi há tanto tempo. .. Ano após ano eu ainda espero você acordar e voltar a me enxergar. Será que você é meu destino? Será que um dia você vai acordar e se dar conta de que sou eu quem você procura? Acho que não. Após anos, isso já deveria ter acontecido.
E está ai outro problema. Muita gente me vê, mas não me enxerga. Vê só a menina com cara de ingênua e que se fecha a qualquer tentativa de aproximação. Ninguém enxerga as feridas que me fizeram, assim como ninguém consegue ver que a menina assustada só precisa de proteção.
Acordei achando que estou na profissão errada. Que nunca serei boa o bastante. Que ninguém nunca lerá o que eu escrevo e que nunca farei a diferença na vida de ninguém. O que é uma pena, porque ao que parece, jornalismo é a única coisa que sei fazer na vida.
Acordei me sentindo invisível. Não que isso seja tão ruim, já que eu odeio chamar atenção. Mas confesso, que mesmo assim, ando pelas ruas em busca de um olhar, nem que seja por um segundo, de alguém que note a minha presença.
E agora, está na hora de dormir. E acordar amanhã de novo, desejando que toda essa sensação desapareça e não passe de um sonho.
Mas, a única coisa que ainda será real é o fato de não ter ninguém pra me abraçar, olhar nos meus olhos e dizer: “Sua idiota, eu estou aqui. Tudo vai ficar bem”... Onde você está afinal?

domingo, 20 de junho de 2010

Eu sou um imã

Provavelmente todo mundo conhece qual é o objetivo do imã: Atrair materiais, desde que os mesmos estejam em uma polaridade diferente do imã. Essa é provavelmente a única coisa que ainda consigo lembrar que seja relacionada à física e afins; o resto deletei do meu cérebro quando entrei na faculdade.
E provavelmente quem lê esse blog, meu perfil no
twitter, etc. já deve ter ouvido e lido muito a história de eu viver uma novela mexicana. Se Silvio Santos ou o SBT soubessem da minha história, já a teriam comprado. É uma história que daria pelo menos umas 5 novelas mexicanas completas, com direito a música dramática e tudo. Fica a dica.
E o que novela mexicana e imã têm a ver? Todo mundo ou vivem um capítulo de novela mexicana ou é um imã. O problema em ser imã é descobrir o tipo de pessoas que você vai atrair.
Cada um atrai um tipo diferente de pessoa ou de situação. E é exatamente isso que vai determinar se você viverá ou não uma novela mexicana ou sobre a influência de Murphy.
Você pode atrair naturalmente pessoas alegres, que te ajudem; pessoas que te coloquem para baixo, pessoas que vão estar ali a sua vida inteira e pessoas que não vão ficar nem um dia.
Cada um é um imã, um imã natural. O que faz cada um atrair um determinado tipo de pessoa ou de situação para mim ainda é um mistério. Ainda não consigo entender como gente boa só atrai gente podre e como tanta gente sem nada a oferecer pode atrair tanta gente boa.
Talvez nós sejamos iguais aos imãs de verdade. Atraímos nossos opostos. Deve ser exatamente por isso que tanta gente boa, gente que só quer ajudar atraia tantas pessoas más, vazias.
Pessoas essas que só sabem nos usar, e descartar feito uma folha de papel usada. Sem peso na consciência, sem eufemismo, sem sentimento. Quanto mais você tenta ajudar, tenta ser uma pessoa boa, mais filhos da puta de marca maior você vai atrair. Considero essa uma das leis infalíveis da natureza.
Assim como os opostos se atraem na física, as pessoas boas só atraem filhos da puta. E não há nada que você possa fazer para mudar isso. É da sua natureza, você vai nascer e morrer exatamente assim.
Isso não quer dizer que você só atraia pessoas filha da puta. Você pode ter a chance de ter pessoas boas ao seu redor. O problema é que as filha da puta tem um peso muito maior sobre você do que as boas. As pessoas filha da puta te jogam pra baixo, sem dó nem piedade, com frases, propostas e afins que você não merece e que não são da sua índole.
São coisas que eu ainda, na altura dos meus pobres 25 anos não consigo entender. Porque tantas pessoas agem dessa maneira? Porque elas não ligam, não pensam. Apenas jogam lixo na cara de qualquer um, achando que são donos da verdade. Achando que todo mundo tem um preço. Achando que podem te comprar por uma noite, uma semana, um mês, por toda a vida.
Nem todo mundo tem seu preço. Nem todo mundo gosta de ser descartado feito um copo plástico. Nem todo mundo gosta de servir como estepe. Nem todo mundo tem rótulo. Nem todo mundo aceita ser tratado assim.

E eu, sou uma delas. Por mais que eu faça, ainda não consegui evitar ser um imã que atrai 95% de pessoas filhas da puta. A minha sorte é que as 5% restantes compensam toda a filha da putice que acontece.
Aos 5% - e vocês sabem quem são – Meu muito obrigada. Vocês são meus pilares.

domingo, 6 de junho de 2010

Síndrome do Patinho Feio

Vou fazer uma confissão. Eu tenho a síndrome do Patinho Feio – ok, eu e mais trezentas mil pessoas. Foi difícil admitir isso, mas é a mais pura verdade. No fundo acho que todo mundo sofre um pouco desse mal; assim como sofre com outras síndromes; uns com mais, outros com menos intensidade.
Geralmente essa síndrome ataca quem terminou um relacionamento duradouro – o que não é o meu caso, mas, para variar um pouco, eu tinha que ser uma das exceções da regra. Não importa o que as pessoas façam, digam ou demonstrem, você sempre vai se achar a pior pessoa do mundo, a mais feia e a que não merece um pingo de atenção.
É exatamente igual à história do Patinho Feio. Aliás, tenho a impressão de que essa história foi criada por alguém que se sentia um patinho feio, não é possível achar tanta semelhança assim entre uma história e a vida real.
Quem nunca acordou um dia e teve vontade de colocar um saco de papel na cabeça para quem ninguém visse a sua cara? Isso acontece com tudo mundo. A diferença é que sempre passa. É o famoso: “Acordei com o pé esquerdo” ou o “não devia ter saído da cama hoje”.
Não adianta. Tem dias que a pessoa acorda Patinho Feio e vai dormir Patinho Feio. Não adianta se arrumar, ser paquerada, dizerem que está linda e sair arrasando corações. A pessoa sempre vai se achar um lixo, um traste, feia e horrorosa. E não adianta, não é culpa da TPM não.
Outras vezes é devido “Às vezes, a timidez é causada por um sentimento de inferioridade, que surge devido a um defeito físico real ou imaginário e leva à insegurança diante das outras pessoas.” (via Blog Insônia).
Nós imaginamos que temos algo aterrorizante, que ninguém é capaz de gostar de nós ou fazer um elogio sincero. Eu particularmente tenho um sério problema em aceitar elogios.
Quem me conhece sabe. Nunca acho que algo que eu fiz é bom o bastante ao ponto de ser elogiado. Não me chamem de perfeccionista. Apenas tenho problemas em aceitar elogios. E não adianta dizer que quero confete; isso só vai piorar a situação; vai me fazer sentir como se eu fosse uma coitadinha. Ou seja, não tente ajudar com isso, você acaba atrapalhando.
E quando o elogio diz respeito à aparência? Aí meu nível de síndrome do Patinho Feio alcança números exorbitantes. Não adianta insistir. Não me acho bonita – no máximo razoável - não me acho interessante, nem acho que alguém deva perder seu tempo comigo.
Para se ter uma ideia de onde isso surgiu, vou contar um fato que aconteceu no colegial. Um belo dia, entrando para a aula um grupo de meninos que fazia técnico em eletrônica começou a me chamar de Betty, A Feira (sim, alusão à famosa série americana). Pronto, preciso dizer mais alguma coisa? Para alguém com 16 anos, passando pelas inseguranças da adolescência, isso foi a gota que fez a síndrome do Patinho Feio se instalar e ficar sendo minha companheira.
Para alguém que sofre com baixa auto-estima ficar sendo chamada assim não ajudou em nada a minha síndrome do Patinho Feio. Só serviu para eu ter a certeza de que realmente não merecia um elogio, que não fosse aquele.
Do que eu era, melhorei muito. Hoje brinco, levo numa boa quando alguém me faz um elogio digno de me deixar para baixo. Encaro melhor um: “feia você, né?!” do que um: “uau, como você está bonita hoje!”. Aliás, ainda me assusto como as pessoas ainda usam a aparência para xingar, atingir os outros.
Não sei, acho que me acostumei tanto a ouvir desaforo que os elogios ainda me soam como algo estranho, como se alguém sempre estivesse tirando sarro de mim. Sabe aquela migalha que jogam a alguém só por dó ou piedade? Pois é, sempre encaro um elogio dessa maneira.
Quem sabe um dia eu faça igual ao Patinho Feio e perceba que isso nada mais é do que coisas da minha cabeça; que eu posso sim aceitar um elogio sem ter medo de que a pessoa esteja caçoando de mim.
Mas, enquanto esse dia não chega, vou convivendo com a minha síndrome do Patinho Feio. Afinal, nem todo mundo consegue se sentir bem todos os dias. Ou consegue?

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A vida não é um conto de fadas, nem uma comédia romântica.

Eu vi um vídeo esses dias que cortou meu coração. Não sei se vão retirar do ar, mas é esse Uma pequena, de apenas 4 anos de idade chorando. Quem não conseguir ver, entre no Ah!Tri Né! ou no Não Salvo.
Ok, toda criança dessa idade chora. Qual é a novidade? Simples, a pequenina estava chorando por amor. Sim, ela ia se mudar para o Japão e teria que deixar de lado o grande amor da sua vida: seu professor da escola.
Que merda, não é?! Com tanta coisa boa para se ter de lembrança nessa idade, a menina vai ter que conviver para sempre justamente do dia que sofreu por amor?
Pois é caros, é desde cedo que se aprende que a vida não é um conto de fadas, não é uma novela e não se parece em nada com uma comédia romântica. E te garanto, que ser mulher nessas horas não é nada bom; aliás, é péssimo.
Os meninos crescem com as histórias de heróis, lutas, guerras e afins. E as meninas crescem com os famosos contos de fada, brincadeiras de casinha e de bonecas. E alguém já se deu conta de porque isso é dessa maneira?
Meu amigo Joseph Campbell (aquele que é figura repetida nesse blog; dá um search que você acha algo sobre ele por aqui) ajuda a explicar: Desde cedo as pessoas precisam de modos, maneiras e até mesmo de um certo “manual de instrução” para como conseguir viver a vida.
Ou seja, os homens eram responsáveis pelo sustento, pela caça, moradia e por prover tudo o que a esposa e a sociedade precisavam. A mulher tinha o papel de procriação, de cuidar do lar e fazer a comida.
Então, desde que a humanidade é a humanidade, foi-se feito essa distinção entre os dois seres: os meninos eram preparados para a guerra e para trazer o sustento para a casa e a mulher era criada para cuidar dos filhos, fazer a comida.
E essa história, ou esse mito permanece até hoje. Por isso que as meninas brincam tanto de bonecas e de casinha: esse é o treinamento que elas recebem para quando crescer conseguir ser mãe, cuidar dos filhos e do marido.
O problema é que os mitos não se alteram, eles são histórias contadas de geração para geração; não mudam mesmo que as necessidades das sociedades sejam diferentes. Hoje em dia a menina não precisa mais saber como cuidar do lar e dos filhos; nem toda mulher é mãe ou decide se casar.
E nessa onde de “os mitos não mudam” as histórias de contos de fadas não se alteraram. E “todos vivem felizes para sempre” ainda é o discurso mais entoado por todas as produções midiáticas que se tem notícia.
Claro, ninguém vai ao cinema para ver algo triste; para ver a mocinha ficar com o vilão, o mocinho morrer e não ter o típico: “happy after ever”. Mas o problema é que essas histórias fazem parte da realidade das mulheres (vou falar das mulheres porque é algo do tipo “sentindo na pele”, mas se algum homem quiser se manifestar, à vontade).
Desde cedo você lê, ouve e se imagina com aquele finalzinho perfeito, com o príncipe, carruagem; aquele casamento da novela das 20h, etc. A necessidade de corresponder a tudo isso que está a nossa volta é tanta, que uma mulher acompanhada fica por muitas vezes com o parceiro por comodismo, por falta de querer encontrar algo melhor; é como se aquele fosse seu último fio de esperança... Ele é o sapato em liquidação, a bolsa mais desejada; algo tão vital que não se pode ficar sem.
E quando a mulher não encontra esse fio de esperança? Só fica assistindo as comédias românticas, novelas e lendo romances. E o que acontece quando nada disso acontece?
Acontece que ficamos igual a guria do vídeo do começo do post. Isso vai acontecer aos 4, aos 19,20, 35, 40, 50... isso acontece em toda a sua vida. Só que a pobrezinha não precisava descobrir isso tão cedo.

Relacionamentos não são sufocantes, nem infinitos; comodidade acaba com qualquer relação e transforma aquele príncipe encantado em um ogro. Se a necessidade e a pressão não fossem tanta, haveria tantos homens e mulheres desesperados por encontrar um companheiro? Se agarrariam tanto assim com unhas e dentes a alguém que nem ao menos chegam a tolerar?
Quem sabe se nós, mulheres, colocássemos os pés no chão e largássemos toda essa baboseira de happy after ever os nossos relacionamentos fossem mais racionais, maduros e não sentíssemos tanta a necessidade de agarrar a primeira alma penada que aparecesse na rua.

Mas não, tinham que enfiar a baboseira de contos de fadas em nossas mentes. Isso devia ser considerado lavagem cerebral... É culpa de vocês, inventores do sadismo chamado “Felizes para sempre”, que essa pobre criança de 4 anos está chorando. Durmam com um barulho desses.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Vivendo uma fase egoísta

Sabe quando você cansa de ser um estepe e um muro das lamentações?


Pois é, por incrível que pareça, até a mais boba das pessoas um dia aprende que ser a reserva de alguém - popularmente conhecido como estepe, não tem graça nenhuma. Sair deste posto não é fácil, é tão cômodo para quem é reserva ficar ali, esperando, torcendo e treinando para o dia que finalmente vai entrar em campo.
O problema é que todo reserva pensa que, depois de uma partida bem feita, vai virar titular. E é aí que mora o problema. Quem tem um estepe gosta tanto, e acha tão cômodo ter um que não se importa, muito menos dá a chance para ele virar titular. E não se engane meu caro; se você ainda não é um estepe você vai ser. Se nunca Fe ninguém de estepe, um dia vai fazer.
Imagine só você ter ali, a sua disposição uma pessoa que a qualquer momento você pode desabafar usar e abusar sem dar explicações, pedir nada em troca, ser julgado. E quando o período de necessidade acabar, você larga o estepe e o deixa inativo até o dia que você precisar dele de novo. Acontece muito isso com homens ou mulheres que saem de um relacionamento e querem curar a dor de corno deles; quem eles procuram nessas horas? O estepe, é claro.
E o estepe, muito tonto fica com a esperança de que a próxima vez vai virar titular e começa tudo de novo. O estepe sempre fica ali por perto, se preocupando, dando conselhos, indo atrás da pessoa só para garantir que ela está bem. O estepe é aquela pessoa que se preocupa, vai atrás e gosta de cuidar do outro. É o típico carente que se contenta com qualquer esmola de atenção e carinho que recebe.
Demora, mas tem um dia que esse estepe cansa e quer dar um basta em tudo isso. E pode apostar que esse vai ser o dia mais feliz do estepe; afinal ele não vai ter mais que se preocupar com aquela pessoa que não liga a mínima pra ele. Muito menos servir de muro das lamentações.
Aliás, servir de muro das lamentações também não é uma tarefa muito agradável. A pessoa só te procura para despejar problemas e mais problemas esperando que você resolva ou dê uma solução mágica. E quando isso não acontece, a pessoa ainda diz: ”ah, como se fosse fácil” ou “o problema não com você mesmo”. E quando a pessoa te xingou, tratou mal e desabafou ou o problema foi resolvido, o que acontece? Ela desaparece.
Mas se o problema aumentou por causa de um conselho que você deu, agüente, pois coisas piores virão; além de muro das lamentações você será também a causa de todos os problemas dela. E pode apostar que ela vai despejar todo o ódio e frustração em cima de você; afinal de contas é você que deveria ter resolvido o problema dela.
Geralmente o muro das lamentações só tem tempo para conversar com você se o assunto for ela mesma. Caso contrário, não insista em tentar falar sobre você ou qualquer outro assunto. E também não se assunte com a falta de respostas em qualquer uma dessas situações.
Mas é claro que nenhuma dessas situações se aplica aos amigos, já que só entram nessa categoria pessoa que não te fazem como estepe e estão ali para ajudar e serem ajudadas. Os que te fazem de muro das lamentações e estepe apenas dizem ser seu amigo para conseguir todos os benefícios que a vida de estepe vai proporcionar para ele.
É por isso mesmo que eu digo que estou vivendo uma fase egoísta. Libertando-me de todos os cargos de estepe e muro das lamentações – ok, todo nem tanto porque sempre tem um que a gente resolve ficar de estepe caso um milagre aconteça. A melhor coisa que eu fiz: a partir de agora só me preocupo com quem se preocupa comigo.
Quer fazer parte da minha vida? Ótimo, seja bem vindo, sente e fique à vontade. Não quer? Só lamento você vai perder toda a diversão. E não ache que pode me fazer de estepe; nessa eu não caio mais. Quer dizer, espero eu que nunca mais caia. Ser estepe não é nada agradável.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Eu casei com o Murphy

Dizem por aí que quando você quer algo o universo conspira para que você consiga. Eu digo o contrário: Quando eu quero algo o universo conspira para que não consiga. É inacreditável. Como diz meu amigo: “Alguém lá em cima adora rir da minha cara”.
Eu digo para todo mundo que não quero me casar, e descobri que eu nem poderia mais. Afinal de contas o Murphy já resolveu me desposar. E por mais que eu tente ele é pior que Trident em sola de sapato, não sai nem por decreto. Ele é tão fixo quanto o Sarney no Senado: eterno.
Uma boa prova disso foi hoje, uma típica sexta-feira 13. Sabe aqueles dias que você tem toneladas de coisas para fazer e não pode perder tempo? O pior de tudo é que eu estava realmente com disposição para fazer tudo e descansar no final de semana.
Foi então que a dona energia elétrica resolveu cair. Duas horas sem energia. Quando a CPFL resolveu o problema vejo eu que meu modem não está funcionando, tiro da tomada e nada de voltar. Vou ligar a televisão e descubro que a Net está fora e o melhor de tudo, sem previsão de volta. Mais uma hora e meia depois a dita cuja resolveu voltar.
E aí você visualiza minha cara de choro e desespero. Com tanta tecnologia no mundo eu fui traída justamente por ela. Maldição.
Alias essa não é a primeira vez que isso acontece e me faz crer que eu sou a senhora Murphy. Seja em relacionamento, trabalho, amizade, família. Em tudo eu tenho uma história digna de espanto para contar. E juro, que se não tivesse acontecido comigo eu também não acreditaria. É muito azar para uma pobre pessoa só. Chega ao cúmulo que minha bolacha cai com o requeijão para baixo, em cima de uma barata morta e ainda é levada pelas formigas.
Deu para entender a minha situação não é? Ainda acho que titio Silvio Santos está perdendo um enorme dinheiro em não comprar os direitos autorais da minha vida. Eu seria uma história muito melhor que a da Maria do Bairro ou Maria não-sei-o-que-lá que ele resolve passar. Novela mexicana é meu forte. Juro que a cada situação parecida eu me deparo com as musiquetas bregas dessas novelas; e confesso que eu tenho medo que alguém Jorge Roberto ou qualquer com combinação de nomes tosca se declarar para mim.
E eu não contei o melhor ainda! Começou a festa do Morango dessa bela cidade e com uma qualidade incrível dos shows. E é claro que dá para ouvir tudo, eu disse tudo da minha casa. Durmam com um barulho desses.


Obs.: Eu disse combinação tosca, não tenho nada contra nomes duplos desde que os pais tenham bom gosto.

sábado, 18 de outubro de 2008

Sempre qualquer coisa, menos namorada.


VESTIDA PARA CASAR (27 Dresses)



Jane (Katherine Heigl) é madrinha de vários casamentos, mas nunca encontrou seu verdadeiro amor. Ela vive um verdadeiro pesadelo ao saber que a irmã ficou noiva do homem dos seus sonhos. Mas o casamento dá a ela a chance de conhecer o homem que pode mudar de vez sua condição de ser sempre a madrinha.

Elenco: Katherine Heigl, Brian Kerwin, Peyton List, Brigitte Bourdeau, James Marsden, Alexa Gerasimovich


Pois é crianças, acabei de assistir esse filme. Gostozinho de assistir, por sinal. Só não gostar do final. Alow Hollywood, a vida não é conto de fadas, pare de enganar as pessoas!

Andei pensando no filme. Como diz aquela comunidade do Orkut “Bonzinho só se fode”. E não é que tem toda a razão. Você está lá, sempre fazendo o que é certo, o que o manual da sociedade manda. Estudando, tirando notas altas. Depois vem o trabalho (não aquele que você quer, mas o que dá dinheiro, pois aos olhos dos outros só isso importa. Foda-se se você é feliz ou não). Logo depois você tem que casa, ter filhos. Pronto. The end. Acabou sua vida.
E o que acontece quando você faz isso: Nunca vive, perde as oportunidades e ninguém reconhece nada que você faz. Sempre é passado para trás por alguém que não tem medo de se arriscar.
Então, você acaba que nem a Jane do filme. Vê todos felizes, mas não é feliz. O homem que gosta nem sabe que você existe, porque ele sempre te olha como a melhor amiga/confidente/cupido/anjo da guarda/etc.
Até que um dia, isso se você tiver sorte, aparece um cara. Um ser que vai contra tudo o que ela gosta. Então acontece o óbvio: Brigas. Brigas e mais brigas. Nunca entendi o propósito que nós temos de começar um relacionamento assim. Num faz nenhum sentido. Mas esses são os melhores relacionamentos ever!

Esses dias eu estava lendo no Corporativismo Feminino (http://corporativismo-feminino.blogspot.com/) um post sobre Antes mal-acompanhada que solteira (http://corporativismo-feminino.blogspot.com/2008/10/antes-mal-acompanhada-que-solteira.html). Acho que eu faço parte das estatísticas que seguem o ditado ao contrário. Poxa, nunca gostei de conflitos, sempre achei que relacionamentos só valem a pena quando as duas pessoas estão empenhadas. Tenho horror no comodismo que algumas pessoas se habituam. Namorar por namorar, ficar por ficar. Será que vale mesmo a pena? Poxa, as vezes eu quero apertar o foda-se e namorar o primeiro que me aparecer. Mas eu não consigo fingir.
Enquanto eu não resolvo esse meu problema, eu fico que nem a Jane, esperando pra alguma alma caridosa me salvar...

(*) Essa semana eu vou surtar.

(**) E não, decididamente eu não entendo os homens.

(***) E sim, eu sempre fui qualquer coisa para aqueles homens que eu gostei, menos... you know

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