sexta-feira, 20 de abril de 2012

Encontros, desencontros e o que ficou

      Depois de um longo e tenebroso inverno (who cares anyway?), achei coragem e paciência para voltar a escrever aqui. Além da falta de tempo dos últimos meses com a troca de emprego e o acerto do novo, que com muito prazer lhes informo que é o trabalho que eu amo, fui acometida por uma grave síndrome do patinho feio, que persiste em me perturbar já faz alguns meses e me faz odiar todos os espelhos que eu encontro pela frente. Mas sobre isso eu já disse aqui, então, vamos para a novidade.
       Agora, 23h48 de uma sexta-feira, terminei de assistir o filme “Um Dia” (One Day – 2011). Para quem não assistiu (melhor passar para o próximo parágrafo, não diga que eu não avisei), o filme conta a história de Dexter e Emma, que se conheceram na noite em que eles se formaram, na Universidade de Edimburgo em 1988, e concordaram em manter a amizade e visitar um ao outro na mesma data todos os anos para ver como estão suas vidas. Embora ambos passem por diversos envolvimentos românticos, eles têm uma ligação especial que não conseguem explicar.
Na verdade só consegui me emocionar no filme quando ele sobe a colina com a filha, mas enfim, eu sempre tive a fama de ser um pouco insensível mesmo, então eu não esperaria muito de mim.
Encontros, reencontros e o que ficou. Afinal, não é disso que a vida é feita? Queria realmente ouvir a história de uma pessoa que conheceu alguém e nunca mais, em momento algum dos 77 anos (segundo o IBGE) que uma pessoa pode viver, a reencontrou, ao menos por alguns segundos.
A coisa que mais vai acontecer na sua vida é reencontrar pessoas. Por menos que você queira ver fulano ou ciclano pintado de ouro na sua frente, ele(a) vai voltar para a sua vida, mais cedo ou mais tarde.
E não pense que são somente os outros, os que chamamos de carma (ok, nem todos, pois a maioria, “leia-se eu” pelo menos, fico bem feliz quando voltam a fazer parte da minha vida), que voltam para nós. Inconscientemente, ou não, eu, você, ela, ele, o vizinho, o amigo, também acabam voltando para a vida de alguém.
Ou, há casos que, simplesmente, não queremos sair. Existe muita gente, que eu sei, que eu deveria ter me afastado faz anos, mas por algum motivo não consigo. O que chega a ser algo meio kamikaze, já que é uma relação autodestrutiva.  Por mais que eu queira, espere, briga, xingue, trate bem ou ame, a pessoa nunca mudará.
Até porque, se fosse mudar, depois de todos esses anos, já o teria feito. É triste, enfim, é algo que eu sinto que devo fazer. E provavelmente nunca me acrescentará em nada, além de alguns socos no estômago e o fim do pouco de autoestima que ainda me resta (acho que isso, nem tenho mais).
Em contrapartida, há muitas surpresas acontecendo. Muita gente que eu pensei que nunca mais viria na vida reapareceu. Ligou, acertou o que tinha se partido. Mas alguns até mesmo nem precisaram dizer nada; já se passou tanto tempo que a culpa fica na imaturidade da adolescência.
E provavelmente muitas besteiras serão feitas. Muitas palavras idiotas serão ditas e muitas brigas serão travadas. Mas enquanto as pessoas tiverem a consciência de que não são somente elas (e eu generalizo e me incluo nesse bolo todo) que tem razão, os encontros e desencontros continuarão acontecendo. Encontros amorosos ou de amizade.
Aliás, as relações de amizade me chamam mais a atenção do que os reencontros amorosos. Muita gente se esquece do que os outros fazem, e na hora da raiva, acabam falando besteiras, para quem não deve. É triste, mas todo mundo sabe que 90% das pessoas que estão do seu lado só te tratam bem quando precisam de um favor. Por isso, saiba distinguir quem são os 10% e cuide bem. Tem gente que olha tanto para dentro de si mesmo, que provavelmente um dia irá virar do avesso.

As pessoas descartam umas as outras com grande facilidade. É complicado, difícil você ver alguém cabisbaixo e ter a dignidade de perguntar o que acontece. Ou lembrar-se de fazer um convite, antes que pareça forçado. Lembrem-se de que os reencontros sempre acontecem, e é impossível estar por cima sempre.
         Porém, quem sabe, de tudo isso, não sobre algo bom. Algo que deveria ficar marcado e apagará tudo o que de ruim aconteceu. Afinal, o que importa é o hoje. O amanhã está muito longe e ninguém nos garante que vamos conseguir chegar tão longe.
Eu, que não sei praticamente nada da vida, dou um conselho. Pare, pense e olhe a sua volta: Olhe para todo mundo que convive com você. Preste atenção como você trata as pessoas; uma brincadeira pode magoar e uma palavra áspera sem sentido, ferir.
Entre esses encontros e reencontros, tente fazer o melhor para que, um dia, quem sabe, você possa subir uma colina e encontrar lá no topo só momentos bons.



Um dia...
Um dia, quem sabe, eu te encontre.
Um dia, quem sabe, em uma distração qualquer do destino, você esteja no mesmo lugar que eu estarei, no mesmo minuto.
Um dia, quem sabe, você pare de olhar através de mim, e me enxergue realmente.
Um dia, quem sabe, você vai prestar atenção no som da minha voz.
Um dia, quem sabe, você vai confiar a mim, algo que ninguém nunca sonhou em saber.
Um dia, quem sabe, você vai pegar na minha mão. Só pela sensação de que eu não irei a lugar nenhum sem você.
Um dia, quem sabe, você vai querer passar a noite toda acordado, conversando e rindo.
Um dia, quem sabe, você não vai querer fazer planos comigo. Pois o amanhã demora muito, e o presente é mais urgente.
Um dia, quem sabe, eu vou olhar para você e me perguntar porque você demorou tanto.
Um dia, quem sabe, você fará toda essa espera valer a pena.
Um dia, quem sabe, isso não pareça apenas palavras.
Um dia, quem sabe, isso não seja apenas enredo de um filme.
Um dia, quem sabe, algo real aconteça.
Um dia, quem sabe, você me cure.
Um dia, quem sabe, eu conheça essa sensação de felicidade.
Um dia.... Quem sabe... Um dia!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Eh saudades...


Hoje, dia 30 de janeiro é dia da saudade.

E por acaso saudades lá tem dia certo pra aparecer?

Saudades não tem dia, não tem hora, lugar ou pessoa. Saudade a gente sente. É aquilo que dói e a gente não sabe explicar. É a tristeza repentina. É o brilho do saudosismo no olho.

É aquela lágrima involuntária que cai, sem a gente perceber. É o filme dos melhores momentos da nossa vida, que do nada aparece na nossa frente. É aquela cara de "ué" que a gente faz quando sente falta de alguém que nem lembrava mais.

É o sorriso no canto da boca que se abre quando você lembra de algo. É o sorriso escancarado que se abre quando alguém fala o nome. É a felicidade da criança interior e do "eu lembro!" quando alguém fala algo da infância.

É a vontade de abraçar, de estar perto novamente; de atravessar o mundo pra que isso aconteça. É desejar ter aproveitado melhor o tempo, ter abraçado, beijado, andado de mãos dadas e dito: "Eu te amo". É a falta dos ensinamentos, do orgulho estampado no rosto de outrem, sem que ele peça na da em troca.

É o vazio, que dói no fundo do estômago ao lembrar de quem já não está mais nesse mundo, mas que, lá de cima, ainda cuida da gente. É fazer as coisas pensando em: "nossa, ele(a) ia se orgulhar de mim".

É o choro do abandono. É o molhar o travesseiro de lágrimas porque alguém não lembra mais de você. É o orgulho ferido em não admitir: "Vem cá seu (sua) idiota, eu gosto de você".

É querer voltar a ser criança, voltar a escola, voltar a brincar. É assumir que cresceu rápido demais. É não querer mais as responsabilidades de gente grande. É querer que "gente grande" volte a ser criança.

É querer as melhores amigas(os) por perto sempre. É relembrar de tudo o que já fizeram juntos e rir sozinho, andando na rua de cada momento e desejar que tudo voltasse, pelo menos mais uma vez.

É o não conseguir respirar quando a mensagem que chega não é dele(a). É a frustração de procurar em todos os cantos e não achar; de querer encontrar, tocar, abraçar e só em um olhar resolver tudo... Ah matar as saudades...

É ficar horas e horas pensando nos momentos, relembrando diálogos, abraços, passeios, beijos e olhares. É abrir aquele sorriso bobo na música favorita. É fazer cara de idiota quando ele(a) passa, te vê, mas não te enxerga.

É querer fazer tudo de novo; fazer tudo novo. É pedir perdão, assumir a saudades e todo o sentimento que fica guardado, transborda e não cabe na gente. É o momento que a gente pensa: "E se eu tivesse feito diferente? Se eu tivesse dito que gostava dele(a)? E se? E se?"... A saudade e os "e se" da vida.

É olhar para trás e dizer: Valeu a pena. É olhar as pessoas e saber: Você marcou a minha vida, não saia dela nunca mais; volte de vez em quando, que você será bem vindo.

Eh saudades... Você nos faz tão bem...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Hoje...


Eu, que já não tenho autoestima, acordei me sentindo um nada...
Aquele “nada” do sentido literal da palavra. Acordei me sentindo uma peça de lego, só que sem lugar para me encaixar...
Em cada ambiente que eu chegava, me sentia uma intrusa, como se não pertencesse a nenhum ambiente em que entrava. Aquela peça do quebra-cabeça perdido, que ninguém quer.
Acordei sentindo a sua falta... E aquelas poucas horas que você foi presente na minha vida, não como amigo, mas como alguém. E isso foi há tanto tempo. .. Ano após ano eu ainda espero você acordar e voltar a me enxergar. Será que você é meu destino? Será que um dia você vai acordar e se dar conta de que sou eu quem você procura? Acho que não. Após anos, isso já deveria ter acontecido.
E está ai outro problema. Muita gente me vê, mas não me enxerga. Vê só a menina com cara de ingênua e que se fecha a qualquer tentativa de aproximação. Ninguém enxerga as feridas que me fizeram, assim como ninguém consegue ver que a menina assustada só precisa de proteção.
Acordei achando que estou na profissão errada. Que nunca serei boa o bastante. Que ninguém nunca lerá o que eu escrevo e que nunca farei a diferença na vida de ninguém. O que é uma pena, porque ao que parece, jornalismo é a única coisa que sei fazer na vida.
Acordei me sentindo invisível. Não que isso seja tão ruim, já que eu odeio chamar atenção. Mas confesso, que mesmo assim, ando pelas ruas em busca de um olhar, nem que seja por um segundo, de alguém que note a minha presença.
E agora, está na hora de dormir. E acordar amanhã de novo, desejando que toda essa sensação desapareça e não passe de um sonho.
Mas, a única coisa que ainda será real é o fato de não ter ninguém pra me abraçar, olhar nos meus olhos e dizer: “Sua idiota, eu estou aqui. Tudo vai ficar bem”... Onde você está afinal?

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Hoje em dia, o “para sempre” tornou-se “até a semana que vem”.

Você não é importante. Desculpa, mas alguém deveria te avisar. Agora respira, senta, fique calmo. Essa reação acontece com todo mundo. É um choque, mas você vai se recuperar, pode acreditar.
Vejo que já fechou a boca, recuperou a cor. Agora podemos começar a conversar. O choque inicial foi proposital, mas calma que isso não é o fim do mundo; apesar de que eu já achei que seria.
A gente se recupera. Lembra quando você era criança e caia sempre de joelhos? Pois é, doía, machucava, mas no fim você aprendeu o que tinha que fazer para não cair mais. Ou seja, não há aprendizado sem marcas.
Quando é criança, fica fácil aprender. Você cai, leva uma bronca e descobre que aquilo é ruim, que não deve mais ser feito. As crianças são inteligentes; a gente fica burro quando cresce, ou conforme vai crescendo.
Então você entra na adolescência e acha que é o rei do mundo. Pode fazer tudo, julgar todos e ser o bonzão do pedaço. Pensa que nada vai atingir então vem o segundo aprendizado: você não é um super-herói; ou seja, dar murro em ponta de faca e fingir que as coisas não acontecem tem o mesmo efeito de tomar um copo de suco para curar uma gripe.
É nesse momento que você começa a achar que as coisas são pra sempre: você escolhe sua profissão, planeja sua vida e escolhe alguém pra vida toda. Mas não é assim que as coisas acontecem.
Você tem caminhos a seguir: cada caminho te leva a um lugar diferente. E tem caminhos que você quer seguir, mas que te farão abrir mão de outras coisas. Isso se chama escolha; no fim o resultado pode ser o mesmo, mas isso não quer dizer que você tem que seguir pelo caminho que quiser sem sofrer as consequências.
Então você cresce mais um pouco e então muda tudo de novo. Você olha pra trás e aquilo que era importante naquela época não é mais. E começa a perceber que as pessoas só se importam com você quando lhe convém.
Mas não se sinta mal. O ser humano é assim mesmo. Ele é egoísta; egoísta do tipo: “venha ao meu reino, mas eu não vou ao seu”. Ou seja, nós queremos somente as coisas para nós, porque fazer para os outros iria contra nossos princípios.
Não há porque se sentir mal; todos somos egoístas: eu, você, a vizinha, sua mãe, seu pai, seu namorado(a), seu marido, sua esposa, sua (seu) amante... é algo que vem junto com o ser humano; quase um brinde.
Você gosta de alguém porque isso te faz bem. Você não quer deixar essa pessoa porque isso te magoaria; você não quer vê-la sofrendo não porque a queira bem, mas porque essa visão faria você sofrer.
Já parou pra pensar nisso? A gente sempre quer que as pessoas supram nossas necessidades, não nos magoem e sejam boas, lindas e harmoniosas na nossa vida. Mas você já percebeu que você não se esforça para que isso seja feito? O que eu quero dizer é que ficar ali parado esperando as pessoas te satisfazerem não conta, já que nem escravo faz isso; tudo é uma troca.
Do mesmo jeito que alguém se importa com você, é necessário que você demonstre de volta. Isto se chama reciprocidade. Não dá pra exigir algo que não se faz. É igual relação de trabalho: você não pode exigir ganhar bem se não faz nem metade do que deveria fazer.
Isso funciona pra tudo, amizade, relacionamento, trabalho, família. A gente exige e não para pra pensar que a outra pessoa ali não é um instrumento; um copinho de plástico que é descartado após o uso ou quando não serve mais.
Ou seja, aquilo que você achou que era pra sempre num dia, na semana seguinte não é mais. Você muda de opinião, ou não consegue deixar o egoísmo natural de lado. Ai fica complicado só dar e não receber. Quem aguentaria uma situação desses? Algumas aguentam, mas uma hora a ficha cai. Ai a história complica, meu amigo.
É claro que até eu que sou a mais boba das pessoas gostaria de ser mimada no esquema Unibanco: 30 horas por dia. Mas isso não é possível; o ser humano funciona no esquema de troca, escambo: dê algo e receba em troca. Igual carrinho de bate-bate: se ninguém bater em você, você não consegue atingir ninguém. Quer algo mais simples que isso, cara pálida?
Quanto mais cedo você perceber isso, mais fácil as coisas vão ser. Aliás, elas são fáceis, tão fáceis que como tudo que é fácil a gente precisa sempre complicar.
E também não faça essa cara de indignação: vocês sabem muito bem que o pra sempre de hoje é o até logo de amanhã. Basta saber como você dará esse até logo, ou se realmente quer um até logo; às vezes a gente só precisa acordar e ver que está errando.

Só não me peça para descobrir se neste caso é até semana que vem...


PS: A frase do título foi roubada do google. Não me mate, eu não sou assim tão criativa, mas vocês sabem disso.

sábado, 10 de setembro de 2011

Boi na linha

Não.... Não é a Vivi’s que escreveu isso... Quem escreveu, ou melhor rascunhou isso foi um de seus amigos... Não é a primeira vez que escrevo para blogs alheios e também não vai ser a última. Deixa me apresentar primeiro: Me chamo Hélio, também sou conhecido como @helhu ou rüffin devido às modernidades da Internet, corintiano e mogiano com a benção de Deus...
Sou amante de um bom livro, de boa música, de boa companhia. Faço parte do time dos solteiros, não porque eu queira, mas devido à escassez . Opa me lembrei que o contrato que eu assinei com a dona do blog, eu não podia falar sobre alguns assuntos e relacionamentos era um deles.
Voltamos a falar da minha pessoa, como moro em Mogi das Cruzes, um misto de cidade do interior com cidade grande, temos alguns costumes meio interioranos como fazer churrasco e jogar truco na praça. Isso quando os fiscais da prefeitura deixam, ultimamente os caras estão ligeiros demais e cortaram a nossa diversão na praça, fazendo com que as reuniões se restrinjam a ficar na porta do boteco. Emocionante não acham??
Como fui contratado para escrever anemidades irei falar dos shows que rolaram em Mogi, devido às festividades de 451 anos que esta cidade completou no dia 1° de Setembro. Tivemos Elba Ramalho cantando com os Canarinhos, um coral de Mogi das Cruzes; Jorge Ben Jor e o grande Jair Rodrigues. Show gratuito já viu a nhaca que é, isso me lembra na virada cultural desse ano, o Marcelo Mansfield teve que dar um esporro na galera que tava de conversinha paralela no meio do espetáculo. Era a visão do inferno do povo que foram “assistir” aos shows, infelizmente a grande massa não tem uma cultura boa e não souberam aproveitar os shows. Aproveitaram de outra forma como azarando, bebendo em suma aproveitaram da maneira deles.
Quando eu tenho muitos momentos de reflexão, eu acabo com eles tomando um pouco de Cambuci, mas como não tenho nenhuma garrafa aqui comigo, deixarei fluir isso... É até engraçado eu falar sobre cultura nas pessoas, como se pode cobrar cultura em um país onde pessoas que participam desses realities shows viram celebridades, onde a revista que mais se vende no país é sobre a vida de pessoas famosas, onde qualquer musica com rima grudenta vira sucesso e por aí vai.
Às vezes penso que nasci no país errado. Nós temos uma memória muito curta, temos tantos feriados e não sabemos o porque deles, mas sabemos que não vamos ir trabalhar, isso que importa. Nem vou entrar no mérito de valorizar os nossos ídolos, pois considerar Luan Santana, Restart, algum ex-BBB como ídolo realmente a pessoa sofre das faculdades mentais.
Muitos podem não concordar com o que vou escrever, mas nesse ponto os EUA, conseguem sempre lembrar das pessoas que foram importantes para eles. Eles conseguem serem patriotas, tudo bem que o brasileiro só é patriota de 4 em 4 anos, isso quando temos uma seleção para torcer na Copa do Mundo, essa última realmente me fez me sentir um holandês com aqueles tamancos de madeira e tudo mais.
Estava vendo um documentário, coisa que é rara de se fazer aqui no Brasil, sobre “Blues”. O mais legal desse documentário era os cantores brasileiros falando que podia se cantar “blues” em português. E rolou algumas músicas de alguns cantores, e não é que ficou legal a parada!!!
Chega de escrever sobre música, vou falar um pouco de livros. Estou em falta comigo na literatura, mas com o preço tão caro dos livros aqui no Brasil, fica difícil mesmo. Ainda mais eu que não leio... Eu devoro livros. Leio o livro e depois releio ele. Não gosto de emprestar livro, pois tenho um maldito hábito que é ler antes de dormir. Eu sei onde eu coloquei as minhas mãos antes de dormir, será que quem pegou um livro meu emprestado terá esse cuidado também?? Com certeza não!!! A minha última leitura que eu recomendo se chama “Os Bórgias” de Mario Puzo. Sim é aquele mesmo que escreveu “O Poderoso Chefão”. Não serei spoiler e não contarei o conteúdo do livro, mas recomendo.
Falando em “Os Bórgias”, na TCM está passando uma mini-serie sobre está família. Um pouco de cultura agora: Rodrigo Borja foi nomeado papa em 1492 adotando o nome de ALEXANDRE VI, sucedendo a Inocêncio VIII. Espanhol, ao chegar em ROMA adotou a grafia BORGIA em seu sobrenome. Como ele chegou a ser papa?? Leia o livro ou assistam a mini-serie...
Falei de livro e música... falta falar sobre as boas companhias. Mas como meu direito tá meio cerceado, falarei das minhas ultimas companhias. E quais teriam sido elas?? As cartas... Não chego a ser um jogador inveterado, mas sei muito bem me defender em uma mesa de jogo. Tenho brincado de POKER, seja ao vivo ou seja on-line. As cartas não mentem, as cartas não tem enganam mas é muito chato ter elas como companhia. Winston Churchill, primeiro-ministro inglês na época da Segunda Grande Guerra, disse em uma das suas famosas frases: “Até no inferno, temos que continuar caminhando” e não é que faz sentido isso mesmo, afinal se quisermos sair do inferno, temos que continuar caminhando. Não sei se cheirei muito enxofre e não sei se já sai do inferno, mas continuo caminhando. Sempre...
Espero que tenham gostado desse rascunho. Se quiserem mais, entupam a caixa de email da Vivi’s!!!
Vou ficando por aqui, pois a Vivi’s ta me cobrando o texto e meu cd também acabou, rascunhei isso ao som dos KINKS... Waterloo Sunset é uma música muito bacana... faz parte do cd que estava ouvindo ao rascunhar isso.
Mas antes quero agradecer a Vivi’s pela insanidade de me deixar fazer esse texto para o seu blog, com certeza muita gente gostaria de ter sido escolhido, mas fui eu... desculpa gente, o que eu posso fazer né?? Só espero não ficar com síndrome do NEO de Matrix...

Abraços a todos




Se mais alguém quiser escrever, só entrar ali em contato e mandar um texto =D

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ciclos


“Você está onde se põe. É a lei da vida. Se você se colocar em um lugar melhor, sua vida mudará e as coisas boas começarão a acontecer. A escolha está em suas mãos.”


Nunca gostei de comodismo. Ficar parado é perda de tempo, ainda mais quando não temos tempo suficiente para realizar tudo aquilo que gostaríamos.
E nessas idas e vindas da vida você vai conhecer todo tipo de pessoas: as boas, as ruins, as filhadaputa e aquelas que realmente gostam de você. Descobrir quem é quem nessa dança não é fácil.
É quase uma coisa de feeling, mas não é sempre que o feeling funciona ou que o radar apita. O bom é que cedo ou tarde (nunca tarde demais) você acaba descobrindo.
O segredo é nunca se arrepender do que fez. Vai, quebra a cara, mas tente. A sensação de imaginar como seria algo, saber que pode realizar e desistir é um dos piores sentimentos do mundo.

Encerro um ciclo para começar outro. Se vai ser bom, ruim, proveitoso eu não sei. Mas só tentando para saber.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Memórias apagadas

Nem me lembrava mais deste texto - assim como outros tantos que escrevi na faculdade. Aos poucos vou resgatando.


Imagine entrar numa máquina do tempo e voltar na época das ferrovias, e fazer uma viagem de trem até Santos, como seria?
“Sábado, 7 horas e 30 minutos. No pátio da estação da Luz o chefe de manobras faz soar longamente o apito. Um solavanco percorre seis velhos vagões de madeira. É o anúncio da hora da partida para cerca de 400 passageiros que, dali a alguns minutos, descerão os 800 metros da Serra do Mar em um trem sustentado apenas por um cabo de aço.”, conta o ex-funcionário da linha, Waldemar Iotti.
Serão duas horas para chegar a Santos pela Estrada de Ferro Santos a Jundiaí (EFSJ), meia hora a mais do que gasta um ônibus, na mesma viagem. Conseguiu imaginar esse trajeto?
Pois é, há alguns anos isso era mais do que comum para a população, qualquer viagem era feita de trem. E isso não significava desconforto, significava luxo, comodidade.
Quem trabalhava na ferrovia também vivia essa época áurea. Um exemplo fácil de perceber: “era só chegar à loja e mostrar a folha de pagamento da ferrovia, conseguia crédito e status na hora”, diz, Elisabete Aparecida Iotti, filha de um dos ex-funcionários.
Tudo começou em 1862 e 19867, quando a São Paulo Railway ou popularmente "Ingleza" - foi a primeira estrada de ferro construída em solo paulista. Tinha inicialmente como um de seus maiores acionistas o Barão de Mauá. Ligando Jundiaí a Santos, transportou durante muitos anos o café e outras mercadorias, além de passageiros de forma monopolística do interior para o porto, sendo um verdadeiro funil que atravessava a cidade de São Paulo de norte a sul. Em 1946, com o final da concessão governamental, passou a pertencer à União sob o nome de E. F. Santos-Jundiaí (EFSJ). O tráfego de passageiros de longa distância terminou em 1997.
"Nunca me esqueço e tenho saudade de quando eu era pequena e nossa família pegava o trem na estação ferroviária de Jundiaí. Íamos em direção a São Paulo ou Santos. Quando o trem parava na estação, meu pai nos pegava no colo (eu e minha irmã) e nos colocava dentro do trem através da janela. Virávamos os bancos e nos sentávamos de frente. Era maravilhoso e divertido ver as paisagens, passar pelos túneis.....descer a serra do mar até Santos era divino e assustador devido à altura. Não dá para acreditar que não temos mais nossos trens de passageiros circulando. É muito triste" (Marisa Franchi).
Infelizmente a lembrança é tudo o que resta para a população que viveu os momentos de glamour das ferrovias. Hoje elas estão sucateadas. A população usa raramente, porque os vagões estão mal conservados, não há segurança. Para quem trabalhou na FEPASA, “é triste ver que um meio de transporte rápido e seguro, não seja mais usado para nada.”, relata o ex-funcionário.

Voltando aos dias atuais. Se for pensar em uma viagem de trem agora, em 2008: “São seis e meia da manhã, a composição vitima de vandalismo está apinhada. Por R$2,40 as pessoa vão de Jundiaí à São Paulo (estação da Luz). Os vagões estão sujos, e há venda de alimentos e são encontrados mendigos por todo o lado. Paramos em Francisco Morato para fazer a baldeação. O Trem está mais do que super lotado. Duas horas praticamente até chegar à estação da Luz... isso se não acontecer nenhum imprevisto no meio do caminho.”. Será que esses passageiros gostariam de voltar à década de 50?






Vivian Lourenço

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