quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Somebody just help me!

Seguinte, o ser que vos fala está passando por um momento de bloqueio criativo. Ai vocês me perguntam: Se é bloqueio criativo, cadê a criatividade desse blog? Pois é, eu também não sei, mas essa é o único termo que eu encontrei para explicar essa falta de texto, de post e de algo que preste por aqui.
Pensa em uma pessoa desesperada, que fica horas e horas olhando a maldita página em branco do Word e não sai absolutamente uma linha sequer. Nem para o Jornalistas.blog.br eu ainda conseguindo escrever.
Quer dizer, se aqui eu escrevo besteira e lá eu falo de coisa séria, era mais fácil eu escrever aqui do que lá. Mas como comigo tudo é ao contrário e eu faço o difícil com facilidade e o fácil eu travo, ou seja, eu consigo até escrever algo lá, mas aqui, niente.
No SPFC Digital as colunas de sábado ainda saem, mesmo que a muito esforço; se bem que nem o São Paulo anda me dando inspiração para escrever. E, além disso, devo um texto – ou vários – para o Arquibancada Tricolor.
Então, eu pergunto: Alô, porque eu não consigo escrever? Já assisti a filmes, sendo que o mais recente foi no feriado, o Comer Rezar Amar (2010) que daria um belo post sobre como as pessoas se sentem sufocadas e fingem estarem felizes.
Poxa, como eu queria poder fazer igual a personagem da Julia Roberts e sair 1 ano e só viajar? Estar em Roma e comer sem culpa. Ir para a Índia (ok, provavelmente não iria para lá), meditar e tentar achar sentido para todas as merdas que acontecem na nossa vida. E finalmente terminar em Bali, um paraíso natural.
Se alguém soubesse o quanto eu me sinto sufocada nesse lugar; neste espaço que não é só físico, mas é emocional também. A quantidade de tarefas repetitivas me irrita e me cansam. Tenho sérios problemas com rotina, não suporto ficar dia após dia, semana após semana fazendo exatamente a mesma coisa.
Meu cérebro precisa de desafios. Se alguém me dá uma tarefa, logo quero uma mais difícil. Viver na lengalenga de todo dia ser tudo, sempre igual não é para mim. Por isso mesmo eu já escolhi ser jornalista, para ter um desafio todo santo dia; ou como dizem: matar um leão por dia.
Agora imagine uma pessoa assim que está há dois meses apenas tendo a simples e banal tarefa de digitar, digitar, digitar. Meu cérebro não agüenta mais; minha cabeça está ficando oca, a máquina está enferrujando. Cadê a motivação, a vontade, o desejo de fazer o meu melhor? Não tenho. Eu só quero gritar, jogar todos aqueles papéis para cima e sair em busca de algo que me livre desse marasmo.
Estou cansada de viver rodeada por pessoas que viverão a vida inteira comendo bolacha água e sal porque tem medo de provar Trakinas (não, este não é um post patrocinado). Qual é a graça de viver se você não arriscar? Se pelo menos uma vez na vida você não fechar os olhos e pular do penhasco.
As pessoas têm tanto medo de experimentar coisas novas que vivem presas a mesmice sem saber se aquilo de fato as fazem felizes. Qual é o sentido nisso tudo? O melhor da vida é experimentar. Se errar, aprenda com o erro. Mas numa dessas, você pode acertar e se surpreender; e se não acertar, vá experimentando até chegar lá.
Que mania de ficar preso ao comum, ao que é conveniente, àquilo que é padrão. Se todo mundo tivesse a coragem e a oportunidade de sair, apenas por um ano e viajar, se redescobrir, certamente nós teríamos menos problemas de convivência.
Porque, creio eu, muito do que acontece é porque as pessoas estão e são perdidas. Elas não têm a mínima consciência de que o que fazem afeta diretamente as pessoas que estão ao seu redor. Concordo que cada um é dono da própria vida, mas o problema é que essas pessoas – que sempre pregam o “não cuide da minha vida” são tão egoístas que fodem a própria vida e a vida dos demais. Ora, se você não tem coração, ao menos tenha consciência de que o mundo não gira na orbita do seu umbigo. Se você está perdido, ninguém tem nada a ver com isso, ou seja, não estrague a vida, os sonhos e os desejos de ninguém tentando apenas se achar. Isso é crueldade.

Mas enfim, isso é algo que eu ainda não entendi, e para falar a verdade, não sei se vou entender – ou melhor, se quero entender, porque afinal de contas, não vai mudar nada mesmo eu entender ou deixar de entender.

Só sei que eu estou sufocada, com o cérebro enferrujando e com a louca vontade de mudar; porque eu não quero que todos os meus dias sejam iguais, não quero uma vida monótona.

E principalmente, quero viajar, aprender línguas, ver gente, conhecer gente, lugares, sabores, aromas. Porque aqui, eu não sinto mais nada, só a monotonia e a melancolia que eu sempre fugi, o tempo todo.

Ou seja, provavelmente deva ser por isso que eu não consigo escrever mais nada; eu simplesmente não tenho sobre o que escrever.



3 comentários:

Filosofista disse...

Faça as malas que eu tou passando aí pra gente dar uma volta ao mundo.

Vivi's disse...

Olha, não fale isso duas vezes =D

Dinho Caricaturas© disse...

Vivian... pq vc não deixa isso que está aí dentro sair então? Não é pecado lutar pelo que acreditamos.. Sei que é obvio, mas é bem melhor se arrepender de fazer algo, do que se arrepender de não fazer algo.. se vc quer ficar na zona de conforto, vivendo a mesma vida sempre, pare e pense se você realmente está VIVA.

nao tome como uma critica, digo isso pra vc mas de uma forma geral, acredito que o que falta na vida de todo mundo é um pouco de atitude.

estamos vivos agora

absolutamente tudo o que quisermos pode ser factivel, quando o desejo vem do coração, nao importa pra que lado o vento sopre, a vontade de fogo dos sonhos o torna possivel (nossa que frase da hora heim, vou por no meu msn hahaha)

boa sorte com a criatividade aí, e se aparecer uma oportunidade, agarre ela com todas as suas forças, nao solte-a por nada

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